Foro DINASTÍAS | La Realeza a Través de los Siglos.

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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 07 Abr 2020 15:12 
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Descendência de D.Miguel e D.Adelaide :

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D.Miguel e D.Adelaide com os dois filhos mais velhos.

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1. 1.D.Maria das Neves Maria das Neves Isabel Eulália Carlota Adelaide Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Paula de Assis Inês Sofia Romana de Bragança Nasceu em Kleinheubach a 5 de Agosto de 1852 e morreu em Viena a 15 de Fevereiro de 1941)

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casou a 26 de Abril de 1871 em Kleinheubach com D.Afonso Carlos de Bourbon, duque de S. Jaime (1849-1936) último membro do ramo carlista. O casal teve um filho que morreu poucas horas após o parto, em 1874.

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No dia do casamento, o noivo envergava o uniforme dos zuavos do Papa.

D.Maria das Neves era extremamente devotada ao marido e às suas causa.
O casal viajou por toda a Europa,Ásia, África e América, tendo-se deslocado algumas vezes, incógnita, a Portugal.
A Infanta esteve sempre ao lado do marido nas campanhas carlistas bem como nas campanhas monárquicas de Paiva Couceiro em Portugal pela restauração da monarquia.
Foi enfermeira durante a 1ª Grande Guerra Mundial, expondo por vezes a vida nas trincheiras e em cidades bombardeadas.
Quando terminou a guerra civil espanhola, embora contasse mais de 80 anos, mandou preparar o seu fato de amazona para poder entrar condignamente em Madrid a cavalo.

Escreveu um livro de memórias sobre a Terceira Guerra Carlista intitulado "Mis memorias" .

Era Dama da Cruz Estrelada da Áustria e da Ordem de Santa Isabel na Baviera.

D.Maria das Neves de Bragança morreu em Viena, em 14 de Fevereiro de 1941, aos 88 anos de idade. Os seus restos mortais jazem na cripta do Castelo Puchheim, na altura, propriedade da irmã mais nova, a princesa de Bourbon-Parma.


2. O 2º filho (único varão) de D.Miguel I foi D.Miguel, dito D.Niguel II pelos legitimistas após a morte do Pai.

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Nascimento de D.Miguel II

Miguel Maria Carlos Egídio Constantino Gabriel Rafael Gonzaga Francisco de Paula e de Assis Januário nasceu em Kleinheubach a 19 de Setembro de 1853.

Após a morte do Pai em 1866, assumiu-se como o único herdeiro dos direitos sucessórios ao trono português pelo ramo legitista.

Teve uma educação esmerada, apesar das dificuldades económicas familiares.
Estudou no Colégio de S. Clément em Metz, onde foi condiscípulo do futuro marechal Foch.
Quando a Prússia invadiu a França, pondo fim ao império de Napoleão III, transferiu-se para o Tirol tendo-se inscrito na Faculdade de Direito de Innsbruck.

Aos 17 anos apresentou-se, fardado de zuavo, ao Papa Pio IX para defender as prerrogativas pontifícias ameaçadas pela unificação italiana.

Mais tarde, ingressou no exército austríaco, tendo sido nomeado pelo Imperador Francisco José alferes do regimento nº 14 dos dragões e, nessa qualidade, tomou parte na campanha da ocupação da Bósnia em 1876.

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A 17 de Outubro de 1877 casou com a Princesa Elisabeth de Thurn und Taxis, sobrinha do casal imperial, filha de Helene, irmã mais velha de Sisi .
Elisabeth nasceu em Dresden a 28 de Maio de 1860 e faleceu em Ödenburg a 17 de Fevereiro de 1881, menos de um mês depois de ter dado à luz uma filha, a Infanta D. Maria Teresa.

Por documento de 20 de Março de 1881, o Imperador Francisco José, querendo dar prova do apreço que tinha por D.Miguel II, concedeu-lhe o privilégio de extra-territorialidade, extensivo aos filhos menores solteiros que com ele residissem, pelo que D.Miguel pôde sempre ser considerado português, contrariando a propaganda do ramo contrário que o considerava austríaco.

Em 1883, na companhia da irmã D.Aldegundes e do cunhado conde de Bardi, visitou incógnito Portugal.
Tendo viajado no iate Adelgonda, desembarcaram em Lisboa, visitaram Queluz e Sintra e assistiram a uma tourada e um concerto no Teatro São Carlos onde foram reconhecidos e tiveram que abandonar precipitadamente.

O pacífico e apaziguador Rei D.Luis teve conhecimento da presença do primo mas terá dado ordem para que não fosse incomodado.
D.Miguel viajou por toda a Europa, África e América, tendo visitado várias vezes a Índia onde, convidado por marajás locais, se pôde dedicar ao seu desporto favorito, a caça ao tigre (na altura não era politicamente incorrecto).

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Ao fim de vários anos de viuvez, D.Miguel começou a procurar nova esposa e uma Mãe para os seus três filhos.

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Procurou e olhou bem alto, para a Arquiduquesa Valeria, filha mais nova de Francisco José e Sisi.

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Esta, porém, preferiu casar com o primo Franz Salvator do ramo da Toscânia, pelo que D.Miguel teve que voltar a procurar.
E encontrou a segunda esposa na família materna.
A sua segunda esposa foi a princesa Maria Teresa de Loewenstein-Wertheim-Rosenberg, nascida em Roma a 4 de Janeiro de 1870 e que viria a falecer em Vienna
a 17 de Janeiro de 1935, com quem casou em Kleinheubach a 8 de Novembro de 1893.

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D.Maria Teresa era filha do Príncipe Carlos de Loewenstein, irmão da Rainha D.Adeliade, e da sua segunda mulher, a Princesa Sofia de Liechtenstein.

Desse casamento nasceriam 8 príncipes, sete filhas e um filho, D.Duarte Nuno, Pai do actual duque de Bragança D.Duarte Pio.

A seguir ao Regicídio de 1908, D.Miguel II tentou uma primeira aproximação ao primo D.Manuel II, escrevendo-lhe uma carta onde declarava "pondo de parte aquilo que eu chamo os meus direitos, eu e os meus filhos reconhecemos a situação existindo actualmente em Portugal, e, portanto, não só reconhecemos a Vossa Majestade como de facto Rei de Portugal, mas também prometemos, enquanto Vossa Majestade e a sua descendência fôr de facto reinante, sustentá-la e defendê-la com todos os meios ao nosso alcance".

Ao inexperiente Rei D.Manuel foi negada qualquer iniciativa neste assunto pela Rainha D.Amélia e pelos seus conselheiros políticos e a proposta não foi aceite nem respondida.
Numa visita de D.Manuel, ainda Rei, a Paris, D.Miguel procurou encontrar-se com o primo, mas, mais uma vez, os conselheiros de D.Manuel, boicotaram o encontro.

Só depois da queda da monarquia , em 1912, os dois primos se viriam a encontrar em Dover.
Nesse encontro, que deu origem ao muito badalado, mas nunca redigido Pacto de Dover, pretendia-se, essencialmente garantir o futuro do ramo miguelista, que reconhecia a realeza de D.Manuel, os seus direitos sucessórios bem como os do seu tio, o Infante D.Afonso, mas reinvidicavam a sua imediata posição na linha sucessória após D.Afonso, a restituição dos seus direitos enquanto Portugueses e o gozo das suas honras e títulos inerentes.

Houve uma série de mal-entendidos neste acordo. Da parte de D.Manuel, muitos dos seus conselheiros tinham um ódio visceral à linha miguelista, alguns, provavelmente, com boas razões dados os excessos cometidos em qualquer guerra civil, e pode dizer-se que "a montanha pariu um rato".

A única consequência prática que resultou do encontro de Dover foi o facto de D.Miguel ter convidado D.Manuel e D.Amélia para padrinhos da sua última filha, a Infanta D.Maria Adelaide nascida em Saint-Jean-de-Luz a 31 de janeiro de 1912, facto que aqueles aceitaram, embora não tivessem comparecido e se tivessem feito representar.

D.Miguel e os filhos mais velhos, D.Miguel Maximiliano e D.Francisco José eram oficiais do exército austríaco.
Quando Portugal entrou na 1ª Grande Guerra em 1916, D.Miguel II imediatamente pediu a demissão do serviço activo do exército activo, limitando-se a servir na Cruz de Malta.

Em 1920 houve nova tentativa para reconciliar os dois ramos da família no chamado Pacto de Paris, também sem consequências.
D.Miguel tinha decidido renunciar a todos os seus direitos a favor do filho mais novo D.Duarte Nuno, e tinha nomeado sua tutora política a irmã D.Aldegundes condessa de Bardi que nomeou duquesa de Guimarães.
Nesta altura tinha falecido D.Afonso, duque do Porto e D.Francisco José.
O filho mais velho, D.Miguel Maximiliano, duque de Viseu, tinha renunciado aos seus direitos quando do seu casamento em 1912 e reiterou a renúncia, agora por si e pelos seus descendentes em 1920.

A queda do império austríaco representou um rude golpe para os Bragança, que perderam um valioso aliado, tendo passado por várias privações.
A esse propósito, é interessante o relato da Infanta D.Maria Adelaide que conta episódios passados durante e logo após a guerra e os tempos difíceis porque passou a família com inegável abnegação e estoicismo.

D.Miguel sofreu ainda a enorme dôr da perda do filho mais velho, D.Miguel Maximiliano, em 1923 em Nova Iorque, vítima de pneumonia, depois de ter perdido D.Francisco José em 1919, prisioneiro de guerra em Ischia, na Itália.

"Morreu o meu melhor amigo", terá dito.

Faleceu em Seebenstein em 11 de Outubro de 1927, num velho castelo cedido pelos Liechtenstein, encontrando-se sepultado em Bronnbach na Baviera na cripta dos Loewenstein.

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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 11 Abr 2020 14:13 
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3. Na descendência de Carlota Joaquina, por via do filho querido D.Miguel, segue-se a Infanta D.Maria Teresa .
Maria Teresa de Imaculada Conceição Fernanda Eulália Leopoldina Adelaide Isabel Carolina Micaela Rafaela Gabriela Francisca de Assis e de Paula Gonzaga Inès Sofie Bartolomea dos Anjos nasceu em Kleinheubach a 24 de Agosto de 1855 e faleceu em Viena a 12 de Fevereiro de 1944.

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Considerada uma das mais belas princesas da Europa, veio a casar a 23.07.1873 com o Arquiduque Karl-Ludwig, irmão do Imperador Franz Josef, segundo na linha sucessória e duplamente viúvo.

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O casamento não foi particularmente feliz, dado o carácter do arquiduque e a grande diferença de idades (22 anos), mas dele nasceram duas filhas, Maria Anunziata e Elizabeth, a quem D.Maria Teresa se devotou completamente.

D.Maria Teresa foi ainda uma Mãe amantíssima para os 4 filhos do marido com a sua antecessora, Franz Ferdinand, Otto, Ferdinand e Margarete.

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D.Mª Teresa com Franz Ferdinand e Margarete

A Arquiduquesa foi a única apoiante do casamento do herdeiro dos Habsburgo Franz Ferdinand com a condessa Sophie Chotek, conseguindo manobrar o Imperador Franz Josef de modo a que este consentisse no casamento (morganático) contribuindo para a felicidade do casal - ao contrário do que se passava no casamento do irmão Otto com a princesa Maria Josepha de Saxe.

D.Maria Teresa e as duas filhas foram os únicos membros da Família Imperial presentes no casamento de Franz Ferdinand e Sophie, casamento que ocorreu no castelo de Reichstadt na Boémia, propriedade de D.Maria Teresa.

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Com o afastamento da corte da Imperatriz Elisabeth (Sisi), e depois da sua morte, D.Maria Teresa passou a ser a Primeira Dama da Corte, acompanhando o cunhado, o Imperador Francisco José, que a estimava e cuja opinião prezava, ao ponto de ter cedido quanto ao casamento de Franz Ferdinand.

Terá tido alguma influência no casamento do herdeiro do trono, o arquiduque Karl, com a sobrinha, a princesa Zita de Bourbon-Parma. filha de sua irmã D.Maria Antónia.

Sempre muito próxima dos "netos" Hohenberg, coube-lhe a ingrata tarefa de lhes dar a notícia do assassinatos dos Pais em Serajevo.

Durante a 1ª Grande Guerra Mundial, propôs ao Kaiser Guilherme II um plano de paz que passaria pela criação de um estado-tampão entre a França e a Alemanha, recriando o antigo ducado da Alsácia-Lorena, que seria atribuído ao jovem Príncipe Maximilian de Hohenberg, filho de Franz Ferdinand.
Com ambições sobre aqueles territórios, nem a Alemanha nem a França aceitaram a criação dessa nova nação.

Ainda durante a 1ª Grande Guerra, montou um hospital de sangue na frente de guerra onde se deslocava várias vezes.

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D.Maria Teresa visitou Portugal pela primeira vez em 1922, quando se dirigiu à Madeira, onde agonizava o Imperador Karl.
Ao transpôr a fronteira hispano-portuguesa, fez questão de se apear e beijar a terra portuguesa dos seus antepassados.

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Depois da queda do Império Austro-Húngaro passou por algumas dificuldades que suportou estoicamente, e ainda teve que ultrapassar as provações da 2ª Guerra Mundial

Foi dama da Ordem da Cruz Estrelada da Áustria, da Ordem de Santa Isabel da Baviera e grã cruz da Ordem Soberana de Malta.

Encontra-se sepultada na Cripta Imperial dos Capuchinhos em Viena.


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 11 Abr 2020 14:39 
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José escribió:
Sempre muito próxima dos "netos" Hohenberg, coube-lhe a ingrata tarefa de lhes dar a notícia do assassinatos dos Pais em Serajevo.

Durante a 1ª Grande Guerra Mundial, propôs ao Kaiser Guilherme II um plano de paz que passaria pela criação de um estado-tampão entre a França e a Alemanha, recriando o antigo ducado da Alsácia-Lorena, que seria atribuído ao jovem Príncipe Maximilian de Hohenberg, filho de Franz Ferdinand.
Com ambições sobre aqueles territórios, nem a Alemanha nem a França aceitaram a criação dessa nova nação.



No solamente eso. María Teresa, que siempre fue el "vínculo" entre los chicos Hohenberg y los Habsburgo incluso después del exilio de Karl y Zita, fue un punto de apoyo para los Hohenberg cuando Hitler, que se estaba haciendo con todos los resortes del poder, empezó a representar un peligro evidente para los hijos varones de Franz Ferdinand. La pobre no pudo ofrecer mucho más que consejos, pero ahí estaba siempre.


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 11 Abr 2020 23:55 
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Adelaida


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 13 Abr 2020 03:16 
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D.Maria Teresa teve duas filhas:

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a) Maria Anunziata (1876-1961) "Miana" recebeu o nome da falecida mulher do Pai, Anunziata das Duas Sicilias.
Em 1902 ficou noiva do primo Siegfried duque na Baviera, mas tomou a iniciativa de cancelar o noivado ao aperceber-se dos sinais de distúrbio mental de Siegfried.
Não voltou a procurar qualquer novo enlace e valeu-se da sua situação na corte, enquanto filha da arquiduquesa Maria Teresa, para patrocinar várias causas e instituições como as Franciscanas Missionárias de Maria patrocinando o mosteiro de Furth que veio a receber o seu nome "da Anunciada".
Foi cúmplice da Mãe ao convidar o sobrinho Karl para a visitar nas termas de Frannzenbad na Boémia, onde se encontrava a prima Zita, promovendo o encontro dos dois, de quem foi sempre muito próxima.
Foi abadessa do Convento Teresiano das Damas Nobres de Hradschin em Praga.
Muito próxima da irmã Elisabeth, morreu em Vaduz, no Liechtenstein, tendo sido sepultado na cripta da capela principesca.

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b) a 2ª filha foi Elisabeth Amalia (1878-1960).
Elisabeth ficou noiva do príncipe Alois de Liechtenstein.

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A corte de Viena criou algum burburinho quanto à eventual igualdade do casamento.
O Imperador, dando mostra uma vez mais da deferência para com a cunhada Maria Teresa e a sua família, não só considerou o casamento igual como o honrou com a sua augusta presença, satisfeito de ver um membro próximo da sua família casando dinasticamente, ele que ainda tinha o casamento de Franz-Ferdinand atravessado e mal-digerido :evil: .
Até então, os Liechtenstein eram considerados príncipes austríacos.
Se Elisabeth casasse com um súbdito austríaco, perderia o título e as honras e precedência de uma arquiduquesa austríaca quando estivesse na Corte.
A solução encontrada passou pela renúncia de Alois à nacionalidade austríaca, passando a ter a nacionalidade do Liechtenstein por inteiro.
O Imperador veio a ser padrinho do filho mais velho do casal que teve o seu nome

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Sobre Elisabeth, a Princesa Catherine Radziwill escreveu : "É muito bonita e parece-se mais com a mãe do que com os Habsburgos, cujo lábio inferior não herdou por milagre, pelo qual, suponho, ela se deve sentir imensamente grata" :lol:

Elisabeth tinha um hobby pouco conhecido. Era uma automobilista fanática chegando a possuir 39 automóveis antes da 1ª Grande Guerra.
Calculo que não estivessem todos no pequeno principado :hehe: .
Na verdade, converteu os estábulos de vários dos seus castelos em garagens e substituiu os moços de estábulo por chauffeurs e mecânicos.
Elisabeth não se limitava a adquirir carros, mas interessava-se pelo seu funcionamento, sendo uma verdadeira conhecedora da "nova invenção".
Na conservadora Corte austríaca, Franz Josef continuava hostil a esta invenção, e Alois de Liechtenstein também não tinha grande simpatia pelos automóveis.
Em Viena, os arquiduques "motorizados" eram Franz-Ferdinand, ...

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... Eugenio e Friederich de Teschen.


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 13 Abr 2020 04:03 
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Qué maravilla poder gozar de este tema en dos idiomas hermanos y ver cómo fluye la armonía; a la vez de lo interesante que me resulta la historia. Muchas gracias Minnie y José.


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 14 Abr 2020 12:06 
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Nunca tinha visto esta fotografia de Miana



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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 22 Abr 2020 22:19 
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4. Segue-se a Infanta D.Maria José de Bragança.

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Maria José Beatriz Joana Eulália Leopoldina Adelaide Isabel Carolina Micaela Rafaela Gabriela Francisca de Assis e de Paula Inês Sofia Joaquina Teresa Benedita Bernardina nasceu em Bronnbach a 19 de Março de 1857 e faleceu em Viena a 11 de Março de 1943 a uma semana de completar 86 anos.

Tal como as irmãs, recebeu uma esmerada educação em que a forte componente religiosa materna teve papel preponderante.
Todavia, nenhuma das irmãs se revelou excessivamente beata ou fundamentalista do ponto de vista religioso.

A 29 de Abril de 1874, com apenas 17 anos, casou com
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Carl-Theodore von Wittelsbach, duque na Baviera, irmão da Imperatriz Elisabeth (Sisi) (1839-1909) dezoito anos mais velho e viúvo de

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Sophie, princesa da Saxónia (1845-67).

Com o seu casamento com a Infanta, curiosamente, Carl-Theodore tornou-se cunhado do arquiduque Karl-Ludwig de Habsburg, casado com a Infanta D.Maria Teresa, sendo que Karl-Ludwig tinha casado em primeiras núpcias com Margareth da Saxónia, irmã de Sophie.

A beleza de Maria José encantou os bávaros que cedo lhe chamaram "die schonste Frau von Bayern" - a mulher mais bela da Baviera.

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com o marido, a sogra, a temível Ludovica da Baviera e a enteada Amalia.

Maria José sempre conseguiu um bom entendimento com a família do marido, nomeadamente com a sogra e a enteada, e o casamento com Karl-Theodore foi extremamente auspicioso, ao contrário do da irmã Maria Teresa.

Como a maior parte dos Wittelsbach, Karl-Theodore era um inconformista, mas, neste caso, no sentido positivo do termo.

Não apreciava a vida da corte - facto comum ao Pai e aos irmãos, nem se sentiu atraído pela actividade a que geralmente aderiam os príncipes e aristocratas - a carreira militar.

Pacato e estudioso, visitou várias universidades médicas do centro da Europa, inscrevendo-se no curso de medicina e especializando-se em cirurgia, formando-se com 23 anos.

Especializou-se em oftalmologia e cedo se tornou uma autoridade no seu ramo, reconhecido nacional e internacionalmente.
Tão grande era a sua fama que, quando o imperador Guilherme II feriu acidentalmente uma vista a bordo do iate real Hohenzollern, convocou o duque para se deslocar da Baviera a Kiel colocando-se nas suas mãos experientes.
Ao fim de poucos dias, Karl-Theodore conseguiu recuperar a visão de Guilherme II.

Karl-Theodore converteu parte do Castelo de Tegernsee numa clínica oftalmológica onde exercia diariamente.
D.Maria José partilhou o interesse do marido pela cirurgia oftalmológica e também ela estudou o assunto e o coadjuvou na sua prática.

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Apesar de ter herdado ...

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... o Castelo de Possenhofen, junto ao lago Starnberg, Karl-Theodore deixou que a Mãe Ludovika continuasse a lá residir e preferiu montar residência em...

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... Tegernsee, onde a família vivia com relativa informalidade, no palácio-residência da antiga Abadia.

E a família foi crescendo.

À filha Amália, do 1º casamento, cedo se juntaram três filhas:

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e dois filhos

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a) Sophie (1875-1957) - curiosa a mania que os viúvos tinham de dar às filhas o nome da falecida mulher - vg. Karl-Ludwig que chamou à 1ª filha com Maria Teresa, Maria Annunziata, nome da falecida mulher :-/

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Sofia casou com Hans-Veit, conde de Torring-Jettenbach (1862-1929) com quem teve 3 filhos.
Carl-Theodore, Antonia e Hans-Heribert


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b) Elisabeth (1876-1965) assim baptizada em homenagem à tia e madrinha Sisi.

Foi Rainha da Bélgica pelo seu casamento com...

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o futuro Rei Alberto I, de quem teve 3 filhos, o futuro Rei Leopold III, o Príncipe Charles, conde da Flandres e Maria José, rainha de Itália pelo seu casmento com Umberto II.
Personagem culta e extravagante, melómana de renome, está associada ao Prémio Rainha Elisabeth de música. Bisavó do actual Rei Philippe.

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c) Marie-Gabrielle (1878-1912)
Casou com o primo ...

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Rupprecht, príncipe herdeiro da Baviera (1869-1955).

Desta união nasceram 5 filhos dos quais apenas um sobreviveu até à idade adulta:

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Com Luitpold (1901-14) que viria a morrer de poliomelite, Rudolf (1909-12) que viria a morrer de diabetes e Albrecht, o único sobrevivente (1905-96) pai de Franz, actual pretendente ao trono da Baviera (e do Reino Unido, para a corrente Jacobista).

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Tiveram ainda uma filha Irmingarda (1902-03), vítima de difteria e uma filha nada-morta, em 1906.
Maria Gabriela era uma desportista afamada apaixonada pela equitação, condução automóvel e ténis, mas sobretudo, pelo ciclismo, que praticava com as irmãs, também amantes da nova modalidade.
Maria Gabriela viria a morrer vítima de insuficiência renal em 1912, escassos meses após ter perdido o pequeno Rudolf.
Depois de quase 9 anos de viuvez, Rupprecht voltou a casar com uma prima de Maria-Gabriele, a princesa Antónia do Luxemburgo.


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c/irmãs Sofia e Elisabeth
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d) Ludwig-Wilhelm (Luis-Guilherme) - 1884-1968
Herdou o nome do irmão mais velho do Pai, que, ao contrair um casamento morganático com a actriz Henriette Mendel, perdeu os direitos sucessórios, Luis Guilherme foi o último da linhagem dos duques na Baviera.
Sem descendência do seu casamento com a Princesa Leonor de Sayn-Wittgenstein-Berleburg, adoptou o sobrinho-neto Max-Emanuel para lhe suceder na casa.


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e) Franz-Josef (1888-1912)
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Com o irmão Luis Guilherme.
Baptizado em homenagem ao tio Imperador. Outro "free-spirit" que não se deixou amarrar pelo sistema.
Seguiu a carreira militar no Regimento de Ulanos do Imperador Guilherme II, tendo sido instrutor de equitação na Real Academia Militar de Munique.
Tal como o primo Siegfried, foi um cavaleiro de mérito ganhando vários prémios e troféus.
Em 1910, empreendeu uma viagem aos Estados Unidos onde se distinguiu na caça aos ursos.
Especulou-se que a viagem também se destinasse a "caçar" uma rica herdeira americana. Na verdade, Franz Josef chegou a ser apresentado a várias debutantes da melhor sociedade de Nova Iorque, mas nenhuma o atraiu o suficiente.
Foi-se desculpando que não poderia casar com uma plebeia, sob pena de perder o estatuto e os privilégios da sua Casa, mas o certo é que, aparentemente, às debutantes, consta que preferia a companhia das coristas da Broadway :cheerleader:
Nunca chegou a casar, mas manteve uma relação com Caroline Stockhammer da qual masceu um filho, Ottomar Gustav (1.12.1909-59), nascido 2 dias depois da morte do avô Karl-Theodore.
Ottomar Gustav, veio a ser adoptado pelo segundo marido da mãe, o príncipe Alberto Joaquim da Prússia.

Franz-Joseph morreu de poliomelite em 23.09.1912, no mesmo ano que as irmãs Maria Gabriela (24 de Outubro) e Amalia (26 de Maio), no que foi um verdadeiro annus horribilis para a Casa Ducal da Baviera e para Maria José, que nesse ano, também perdera o neto Luitpold da Baviera a 27 de Agosto - Karl-Theodore tinha morrido em 29.09.1909.

Os Wittelsbach foram "castigados" com diversas perdas familiares em circunstâncias trágicas- as duas irmãs de Karl-Theodore, Sisi e a duquesa de Alençon, o sobrinho Rudolfo de Habsburgo e o primo Luis II da Baviera- que souberam ultrapassar com estoicismo e a força da fé.

A mesma fé que amparou Maria José nesse terrível ano de 1912.


O casal vivia entre Tegernsee e Possenhofen, depois da morte de Ludovika, mas também na propriedade de Wilibad Kreuth onde passavam o Verão.

No Inverno, mudavam-se para o clima ameno de Meran, onde possuiam uma aprazível propriedade, onde veio a falecer o príncipe herdeiro de Saxe-Coburg-Gotha depois da tentativa de suicídio.

Depois da morte do marido, D. Maria José transformou a residência de Wilibad Kreuth ...

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... numa clínica oftalmológica para desfavorecidos, que sustentou, por vezes com grande dificuldade, mantendo viva a memória de Karl-Theodore, tão estimado pela população.

No final da vida, Maria José encontrou satisfação nos netos.

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c/ Luitpold e Albrecht da Baviera


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4 gerações : Maria José, com a filha Rainha Elisabeth, a neta Rainha Maria José e a bisneta Princesa Maria Pia de Sabóia


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 23 Abr 2020 06:31 
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Como todos os tópicos que você joga muito interesantes! Agradeço sus dedicaçâo e tempo. Um prazer poder apreciá-los.
:bravo: :bravo: :bravo:


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 23 Abr 2020 12:37 
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Obrigado pelo incentivo, Jabo.


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D.Maria José com os dois filhos e a irmã D.Maria Ana (Luxemburgo) a fotografar as habilidades de Luis Guilherme.


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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 23 Abr 2020 19:39 
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María José era una monada...

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 Asunto: Re: Carlota Joaquina de Bourbon
NotaPublicado: 23 Abr 2020 19:44 
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Registrado: 17 Feb 2008 20:47
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Esto...perdóname la digresión, mi estimado José, pero acabo de ver una foto que nunca había visto de la boda de la hijastra de María José, Amalie de Baviera, que se celebró en Tegernsee. Ya podía haber una buena secuencia de imágenes, porque fíjate qué elenco de invitados desfilando...

De izquierda a derecha: archiduquesa Marie Valerie con el príncipe regente Luitpold, archiduquesa María Josefa con el rey Francisco II de Nápoles, archiduquesa María Teresa con el rey Alberto de Sajonia, el emperador Francisco José con la reina Karole de Sajonia.


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Ahí, todos de boda...

:love:

Y mira..:Franz Joseph o llegando a Tegernsee o yéndose de Tegernsee, vestido de civil:

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