Foro DINASTÍAS | La Realeza a Través de los Siglos.

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 Asunto: REYES DE PORTUGAL
NotaPublicado: 24 Dic 2018 19:48 
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Registrado: 25 May 2009 01:04
Mensajes: 53
Un país tan cercano y unos reyes (y reinas) tan desconocidos en España


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 Asunto: Re: REYES DE PORTUGAL
NotaPublicado: 05 Feb 2019 04:14 
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Registrado: 19 Feb 2017 20:07
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Um país que deu tantas Rainhas a Espanha (considerando também Leão, Castela e Aragão) e que dessas terras recebeu tantas Rainhas.

Sugestões para alguma em particular ?


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 Asunto: Re: REYES DE PORTUGAL
NotaPublicado: 05 Feb 2019 12:36 
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Registrado: 31 Mar 2008 13:17
Mensajes: 5112
Yo sugiero a doña Bárbara de Braganza, esposa del rey Fernando VI.


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 Asunto: Re: REYES DE PORTUGAL
NotaPublicado: 05 Feb 2019 15:41 
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Registrado: 17 Jul 2015 23:08
Mensajes: 1281
Isabel de Portugal, esposa de Carlos V.


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 Asunto: Re: REYES DE PORTUGAL
NotaPublicado: 21 Feb 2019 05:42 
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Registrado: 19 Feb 2017 20:07
Mensajes: 20
jabo escribió:
Yo sugiero a doña Bárbara de Braganza, esposa del rey Fernando VI.


Mais vale tarde que nunca, dizemos nós, por isso aqui deixo Bárbara de Braganza

Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa (Lisboa, 4 de dezembro de 1711 – Aranjuez, 27 de agosto de 1758), Infanta D.Maria Bárbara de Bragança deste lado da fronteira, Bárbara de Braganza do outro lado, foi a filha primogénita do Rei D.João V e da Rainha D.Maria Ana de Habsburgo.
http://www.arqnet.pt/portal/portugal/te ... joao5.html
http://www.arqnet.pt/dicionario/mariaana.html

Casados desde 1708, D.João V e D.Maria Ana não conseguiam gerar o tão esperado herdeiro.

Segundo a lenda, o Rei prometeu construir um convento se tivesse descendência, e em 1711 a Rainha engravidou finalmente.
Cumprindo a promessa, o Rei mandou edificar o Convento de Mafra, a cerca de 40kms de Lisboa.
Conhecido como o “Escorial Português”, o enorme edifício compreende uma Basílica, um Convento e um Palácio Real.
O Rei não poupou meios para o engrandecimento do palácio – era o tempo da descoberta do ouro no Brasil – e exemplo disso é o célebre episódio dos Carrilhões – conjunto de sinos que comunicam musicalmente entre si.
Em Mafra são 98 sinos que continuam a proporcionar concertos de fama mundial.
Quando informado pelo Secretário do Reino sobre o preço elevadíssimo de um carrilhão – 400.000 reis, o Rei terá respondido : Tão barato ? Quero dois !
https://www.google.pt/search?q=convento ... ruUfFa-OUM:

Voltando a D.Maria Bárbara, apesar de não ser o esperado varão, foi com imensa alegria que foi recebida pelo Casal Real, a Corte e o País, e de imediato foi jurada herdeira do trono.

Mais tarde perdeu essa qualidade quando nasceu o irmão D.Pedro em 1712.
Este infante veio a falecer em 1714, mas D.Maria Bárbara não recuperou o título de herdeira porque entretanto tinha nascido outro irmão que viria a ser o rei D.José I.

A infanta teve uma educação esmerada, falando seis línguas e sendo particularmente dotada para a música, tendo tido como professor o cravista italiano Domenico Scarlatti, que viera para Portugal para dirigir a Capela Real, e que acompanhou a infanta/aluna quando esta passou a Espanha.

Desde que Portugal se libertou do domínio espanhol, em 1640, que as relações entre os dois países eram difíceis.
Na guerra da sucessão de Espanha, Portugal alinhou com as grandes potências contra o eixo Paris-Madrid e o marquês das Minas chegou mesmo a conquistar Madrid em 1706, em nome do arquiduque Carlos, que veio a ser cunhado de D.João V.

No entanto, era tempo de reatar as relações entre as duas nações ibéricas, e o método mais comum era através dos casamentos reais.

O herdeiro de Felipe V, Luis I estava casado mas não tinha descendência. Além disso, era de constituição débil.
Sendo necessário assegurar a sucessão, foi jogada a carta do filho segundo, o infante Fernando, tendo sido contratado o seu casamento com a infanta portuguesa, dois anos mais velha.
Ao mesmo tempo, Espanha pretendeu colocar no trono português a meia-irmã de Fernando, Mariana Victoria, que tinha sido recambiada para casa, depois de França ter rompido o seu noivado com Luis XV.

Este duplo casamento ficou conhecido como a Troca das Princesas e ocorreu em 17.01.1729 na fronteira entre Elvas e Badajoz, sobre o rio Caia.
Cumprindo o estrito protocolo, construiu-se uma ponte-palácio em madeira, ricamente decorada para receber os augustos personagens.
http://histgeo6.blogspot.com/2015/01/a- ... cesas.html

Quando Bárbara casou com Fernando, era este Príncipe de Astúrias uma vez que, após a morte de Luis I, Fernando, que era o legítimo herdeiro, foi arredado da sucessão pelo Pai, por influência de Isabel Farnese, que não se conformara com a perda de protagonismo quando da abdicação do marido.

Bárbara e Fernando viveram afastados da corte num regime que chamaríamos de prisão domiciliária, sem autorização para contactar com a família e a nobreza, por ordem de Isabel Farnese, que queria evitar contactos “perigosos” que pudessem levar Fernando a querer assumir uma regência ou o trono, à medida que a saúde física e mental de Felipe V declinava.
Era não conhecer Fernando, de índole pacata e avesso a confusões, a quem a vida com Bárbara lhe chegava perfeitamente.

Não tendo tido filhos, o casal era extremamente devotado um ao outro, completavam-se e, raro neste casos, amavam-se verdadeiramente, tornando o que fora um matrimónio de interesse político, num matrimónio de amor.
Nem um nem outro eram particularmente bem dotados fisicamente – Bárbara tivera varíola em criança e manteve as manchas da doença, mas ambos ultrapassaram esse óbice e aproximavam-se intelectualmente.

Em 1746 Fernando e Bárbara finalmente subiram ao trono, por morte de Felipe V.

Fernando sempre apoiou as actividades de Bárbara, nomeadamente o seu interesse pela música, comparecendo o casal aos concertos e saraus. Bárbara foi a responsável pela ida para Espanha de muitos músicos italianos, o mais importante dos quais foi o castrati Farinelli.

Bárbara dedicou-se a várias obras de caridade.
Não tendo tido filhos, pensou na hipótese de vir a enviuvar e ter que abandonar os palácios reais a favor do futuro Carlos III.
Por isso, mandou construir o Convento das Salesas Reales, destinado a colégio e residência de jovens da nobreza, juntamente com uns aposentos dignos de uma rainha-viúva.
Foi tanto o apego da Rainha a este Convento que determinou que fosse lá enterrada, o que foi respeitado, quando morreu em 27.08.1758 em Aranjuez, depois de uma crise de asma.

A morte da rainha transtornou profundamente Fernando VI, que vinha evidenciando problemas do foro psiquiátrico, tendo-se o seu estado agudizado rapidamente quando perdeu o único amor da sua vida.
Morreu um ano após Bárbara, tendo também ele sido enterrado no Convento das Salesas Reales, um dos poucos reis de Espanha a não ser enterrado no Escorial.


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 Asunto: Re: REYES DE PORTUGAL
NotaPublicado: 21 Feb 2019 10:44 
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Registrado: 31 Mar 2008 13:17
Mensajes: 5112
Muchas gracias, un relato magnífico. :bravo: :bravo: :bravo: :bravo: :bravo: :bravo: :bravo:


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